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– 19 DE ABRIL – DIA DO ÍNDIO



As chamas de almas mortas se movem. Mais um índio cai inerte, envolto pelas flamas ignotas de um desdenhar que perverte. Almas que se ocultam entre chamas para destilar ódio, amargura, desdém e, surdas, em suas tramas, não escutam um ser considerado ninguém. Em meio àquelas labaredas, terminal de sonhos, esperanças, calor… De madrugada seca e infernal tudo vira tocha em macabro ardor. (Vislumbramos a solidão do deserto que há em todos nós, que navegamos em mar vermelho e incerto de tubarões gélidos que encontramos.) Era um Pataxó que quisera ser mendigo de suas próprias heranças destronado que fora dos sonhos de ter suas matas, habitadas de lembranças. Recebeu sua parte comendo o pão buscado sob mesas fartas, o seu pedaço de chão: Em chamas, à semelhança de suas matas. As Chamas de Almas Mortas. Por Juscelino Vieira Mendes.

 

UMA HOMENAGEM DA UNIBALSAS – FACULDADE DE BALSAS